NÃO ADIANTA FUGIR...

05/02/2011 15:36

            O livro de Jonas conta a história de um profeta que recebeu ordem de Deus para pregar em Nínive, desobedeceu e fugiu. Podemos imaginar o porquê: os assírios eram um povo inimigo, arrogante e perverso. Ele sentia-se espiritualmente superior, era judeu, pertencia ao povo escolhido e não admitia que Deus quisesse estender sua misericórdia a homens tão maus. Então fugiu. Pobre Jonas! Como profeta de Deus devia saber que isso é impossível: “Para onde me irei do teu Espírito ou para onde fugirei da tua face?” (Sl 139:7).

            Jonas fugiu como se Deus não enxergasse todos os caminhos e não conhecesse os atalhos: “os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o Senhor. Assim como os céus são mais altos do que a terra, são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos” (Is 55:8,9). Em nossa vida, aparecem navios para nos levar a Tarsis, na direção oposta à que Deus nos ordena. E não raro, fazemos como Jonas, procuramos por esses navios e até compramos a passagem para embarcar.

            Ao fugirmos de Deus, nos tornamos uma maldição para quem nos cerca (veio uma forte tempestade sobre o navio onde Jonas se escondia), ficamos insensíveis e indiferentes às necessidades dos outros (em meio ao perigo, todos clamavam aos seus deuses e Jonas dormia no porão), comportamo-nos de modo não condizente com nossa identidade de cristãos (quando lhe perguntaram, Jonas respondeu: “sou hebreu e temo ao Senhor Deus do céu, que fez a terra e o mar”) e passamos a ser um escândalo para aqueles que nos rodeiam (os marinheiros ficaram apavorados).

            Durante a fuga para Tarsis, Deus dá ordens aos homens, ao vento, ao mar, ao peixe e todos obedecem, exceto Jonas, que preferiu morrer. Sendo lançado ao mar achou que morreria e Deus desistiria. Mas não foi assim. Jonas afinal foi deixado pelo peixe na praia e pregou em Nínive! Igualmente, o plano de Deus em nossas vidas Ele vai fazer acontecer, ainda que sejamos lançados no mar, sempre haverá um peixe para nos engolir e conduzir de volta.

            Podemos nos identificar com os ninivitas (necessitados da graça de Deus), com os marinheiros (desesperados, clamando por socorro) ou com o profeta fujão (servos desobedientes fugindo da presença de Deus), mas é certo que, ainda que fujamos, a graça de Deus nos alcança, onde quer que nos escondamos e Ele cumpre Sua vontade, seja onde for! Deus conhece os nossos caminhos, sabe que em alguns deles encontraremos tempestades, rios com correnteza forte e obstáculos. Por isso nos convida gentilmente a andar no Seu caminho e obedecer Seus planos. O caminho do Senhor à primeira vista pode parecer mais perigoso, longo ou cansativo, mas certamente sempre será a melhor direção.

            Ninguém consegue fugir da presença de Deus! Muitas vezes tentamos, como Jonas, fugir dos planos dEle para nossas vidas, nos esconder da Sua vontade, com medo do que vai acontecer se entregarmos tudo nas mãos de Deus. Porém a verdade é esta: não adianta tentar fugir, Deus sempre nos traz de volta! Aconteceu assim com Jonas, Moisés, Paulo, Abraão, comigo e certamente será assim contigo! Quando fugimos da vontade de Deus, vagamos em nossos próprios caminhos, perdemos tempo precioso de nossas vidas e nos rendemos a expectativas e motivações equivocadas que acabam nos trazendo de volta ao mesmo lugar. A melhor decisão é nos sujeitarmos aos desígnios de Deus, expressos na sua palavra, compreendendo que a sua vontade é sempre boa, perfeita e agradável para nossas vidas.

            Uma semana abençoada, no centro da vontade de Deus!

            Aurélia Cabral Cezar

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