VERGONHA

27/11/2011 10:45

            Vergonha é “a emoção dolorosa que sentimos quando reconhecemos que não agimos ou pensamos de acordo com aquilo que sabemos ser correto”. A explicação é simplista, mas Deus tem uma casa cheia de filhos rebeldes que reagem à correção de formas diversas. Uns se arrependem com uma repreensão suave, outros endurecem seu espírito e insistem em errar. O Pai adverte: “Não faça mais isso”, “Pare”, “Chega”, “Você vai se dar mal se continuar...”

            Entretanto, como crianças rebeldes, fingimos não ouvir. Teimosos, só deixamos de fazer o que é errado quando as consequências danosas superam os prazeres. É nesse ponto que surge a vergonha: “Sofro humilhação o tempo todo, e o meu rosto está coberto de vergonha.” (Sl 44:15) Às vezes, sentimos determinação ferrenha em desobedecer: “Ficarão eles envergonhados da sua conduta detestável? Não, não sentem vergonha alguma, nem mesmo sabem corar.”.(Jr 6:15a) Deus não é um pai furioso com nossas palhaçadas e atos de rebeldia. Ao contrário, Sua correção para conosco, filhos desobedientes, é suave e progressiva, até que oremos: “Meu Deus, estou por demais envergonhado e humilhado para levantar o rosto diante de ti, porque nossos pecados cobrem nossas cabeças e nossa culpa sobe aos céus”. (Ed 9:6)

            Sentir vergonha precede o arrependimento, que é seguido pela restauração da comunhão com Deus: “me alegro, não porque vocês foram entristecidos, mas porque a tristeza os levou ao arrependimento. Pois vocês se entristeceram como Deus desejava, e não foram prejudicados por nossa causa. A tristeza segundo Deus produz arrependimento, que leva à salvação e não remorso, mas a tristeza segundo o mundo produz a morte”. (2 Co 7:9-10)

            Ao sentirmos vergonha de nossas escolhas equivocadas, nos arrepender e deixar de fazer o que é errado, nossa vida será reconstruída na rocha sólida que é Jesus. “Os que olham para ele estão radiantes de alegria; seus rostos jamais mostrarão vergonha.”(Sl 34:5) Não há pecado que não possa ser perdoado. Deus afasta de nós a vergonha pelos erros passados. Perdoados, “permaneçam nele para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança e não sejamos envergonhados diante dele na sua vinda.”(1 Jo 2:28) Sigamos ao Mestre no caminho estreito, independentemente do que outros pensam, fazem ou dizem e nunca seremos envergonhados.

            Graça e paz!

            Aurélia Cezar


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